14.10.14

Sonhos Molhados - "Nos Bastidores com.... Lourenço Ortigão"




PARTE 1

Naquele dia estava bastante nervoso. Tinha-me inscrito numa empresa de figuração há poucas semanas e não fazia ideia que me iriam chamar tão rapidamente. Na verdade, acabei por ser escolhido para participar na telenovela "Belmonte". As gravações eram em estúdio.  Cheguei aos estúdios às 8h e as gravações iriam começar às 9h30. Comigo estavam mais três rapazes e uma rapariga - um deles era bastante giro, usava uma t-shirt de manga bem curta, onde se podiam ver bem os seus braços musculados. Parecia um pouco tímido. Usava óculos,mas ficavam-lhe muito bem. A barba estava bem aparadinha e o cabelo era castanho escuro, curto. Os outros dois, coitados, não eram tão interessantes.

Ficámos os cinco à espera, numa sala que tinha uma porta para um corredor, o acesso a todos os estúdios e aos camarins. Às 9h30 vieram chamar algumas pessoas. Por sorte, os primeiros a irem foram os dois rapazes que não achei tão interessantes e a rapariga. Fiquei sozinho com o outro. Antes disso, tínhamos estado todos à conversa mas ele mal tinha falado.

- Então e como te chamas? - perguntei eu.

- Francisco. E tu? - respondeu-me.

- Chamo-me João. É a primeira vez que estás cá?

- Sim, é.

A conversa não seguiu naturalmente. Olhei para ele, de esguelha, várias vezes. Parecia incomodado ou parecia querer falar mas não conseguia. Entretanto surgiu uma assistente.

- Olhem, peço que aguardem mais um pouco. Vocês irão entrar daqui a mais ou menos uma hora e meia. Por agora vamos gravar algumas cenas no café. Se quiserem podem dar uma volta pelas nossas instalações, daqui a pouco voltarei aqui. Até já.

Eu e o Francisco decidimos fazer o que a rapariga nos tinha sugerido. Fomos conhecer os estúdios. Ao príncipio achámos estranho terem-nos deixado andar por ali sozinhos, mas rapidamente percebemos o porquê: todas as salas estavam ocupadas por atores, maquilhadores, equipa técnica, etc. Não estávamos, portanto, sozinhos. Entretanto, passou uma mulher por nós.

- Sim, isso mesmo. Não sei onde está o Lourenço. Exato, ele hoje vai gravar a cena do encontro, assim que ele chegar diz - disse a senhora ao telemóvel.

Eu e o Francisco olhámos um para o outro... Lourenço? Seria o Ortigão? Desaparecido? Continuámos a andar. A determinada altura entrámos por um corredor mais escuro e longo. Apesar de mal ilimunado, continuámos. Percebemos então que não estávamos a ir para um local muito interessante.

- Isto são as traseiras do estúdio - disse o Francisco - acho melhor voltarmos para trás. Aí para a frente são só salas com cabos, câmaras, arrumações. Nada de especial...

- Yah, és capaz de ter razão.

Preparamo-nos para voltar atrás. O Francisco seguiu à frente. Falou mais naquele momento do que no resto da manhã. O meu gaydar ligou-se nesse instante: afinal, ele estava com receio de estar sozinho comigo. Assim como tinha simpatizado com ele, também ele deve ter... mas o meu pensamento foi interrompido por um som vindo da outra ponta do corredor. O Francisco já ia lá à frente, sem olhar para trás. Mas do outro lado ouvi algo a cair. Decidi ir ver o que era.

Percorri o corredor, com as várias portas fechadas. Mas quase no final da mesma, havia uma entreaberta. Fiquei parado em frente a ela e ouvi duas pessoas a falar.

- Foda-se, partiste essa merda... - disse um rapaz.

- Caga nisso, valeu a pena... ou não? - referiu outro.

Ouvi dois beijos. Suspiros de prazer. Fiquei imóvel durante uns segundos. Tinha reconhecido as vozes e não sabia o que estava a acontecer. Decidi aproximar-me mais da sala daquela pequena porta, bem no fundo do corredor. Passei por umas caixas que tapavam o caminho e aproximei-me. Mas também eu fui descuidado. Sem querer, dei um pontapé num projetor que estava no chão. Ouviram-me e rapidamente desligaram as luzes. Calaram-se.

- Peço desculpa, não quis incomodar. Eu sou figurante e só andava à procura de...

Antes de eu acabar a frase a luz da salinha acendeu-se. À porta surgiu o Lourenço Ortigão. Ali estava ele. Como apenas estava a espreitar, vi que ele estava em tronco nu, mas nada mais. Mas não consegui deixar de olhar para os peitorais tão definidos.

- Quem és tu, pah?

Estavamos muito perto um do outro e naquele momento a minha tesão foi involuntária. Tinha umas bermudas vestidas e o volume fez-se notar. Ele olhou para lá.

- Desculpe, eu... - comecei por dizer - ... eu não queria...

- Queres entrar? - perguntou-me o Lourenço.

Aqueles cinco segundos que se seguiram pareceram para mim horas. Finalmente tive coragem para abrir a boca e dizer sim. Ele abriu-me a porta. Estava em boxers. Tinha o caralho mole, mas ainda assim o volume já impressionava. Do outro lado, um rapaz completamente nu. Bem constituído, peitorais e abdominais definidos. Pêlos nas pernas e alguns no peito, mas aparados. Cabelo rapado. O pau estava semi-erecto.

- Este é o Alex, do som. Eu e ele costumamos vir para aqui nos intervalos, sabes... - disse o Lourenço

- Não precisas de explicar - disse-lhe eu, ainda aparvalhado - já percebi.

- E eu percebi que o teu interesse era diferente. Não pude deixar de reparar nesse volume nos teus calções - disse-me ele apontando para o meu pau. Olhei para baixo e fiquei ainda mais envergonhado. O volume já era enorme. O Alex riu-se.



(CONTINUA...)





2 comentários:

  1. Quando aparece a continuação? Por mim era já hoje

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  2. Não me digam que só vamos ter continuação na próxima 3ª x_x
    Não, por favor não

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